FTT - Futebol de Todos os Tempos

ENTREVISTAS COM EX JOGADORES, TECNICOS, DIRETORES E PESSOAS LIGADAS AO FUTEBOL QUE CONTRIBUIRAM DE ALGUMA FORMA PARA QUE PUDESSEMOS CONHECERMOS UM POUCO MAIS DA HISTORIA DO FUTEBOL BRASILEIRO E MUNDIAL.

terça-feira, 2 de março de 2010

Esquadrão Inesquecivel - GUARANI 1978



A formação da equipeSem dinheiro para contratações, a diretoria bugrina resolveu inovar. Trouxe Carlos Alberto Silva, um jovem treinador, que fizera um bom trabalho na Caldense (MG), para lançar novos talentos. Observando os juniores do clube, promoveu Tadeu, Odair, Gersinho e um garoto de 17 anos chamado de "Careca", que se tornaria um dos maiores atacantes do futebol brasileiro e que terminaria a competição como artilheiro do clube, ao lado de Zenon (que havia sido contratado do Avaí/SC), com 13 gols cada.Com as pratas da casa, o bugre demorou a mostrar um futebol competitivo no início. Na primeira fase foi o 5° colocado da chave D, da qual participaram 12 equipes e classificavam as 06 primeiras para a fase seguinte. Na 2ª fase ficou em 4°, em nove participantes e que classificava seis clubes. A partir da 3ª fase é que o futebol dos comandados de Carlos Alberto Silva começou a aparecer. Foram 11 vitorias seguidas até o jogo final.
 
Helio Maffia preparador fisico do Guarani na época conta que foi a vitória frente ao Internacional por 3 a 0 no Beira Rio, na primeira rodada da terceira fase que mostrou a real força daquele time.
Após este jogo, foram 12 jogos, apenas 1 empate e11 vitórias consecutivas.
Nas semifinais, vitórias contra o Vasco da Gama, em Campinas e no Maracanã, por 2 a 0 e 2 a 1.





O Guarani utilizou 24 jogadores durante a V Copa Brasil (denominação do campeonato brasileiro na época). O meia Renato foi o que mais jogou - atuou em 31 jogos, fazendo 10 gols. O zagueiro Édson chegou a atuar em 30 jogos, sem marcar gols, seguido pelo lateral direito Mauro (29 jogos e 2 gols), Neneca (goleiro, 28 jogos), Zé Carlos (volante, 28 jogos, nenhum gol marcado) e Capitão (atacante, 28 jogos, 06 gols). Participaram ainda da conquista Careca, Miranda, Zenon, Gomes, Macedo, Bozó, Manguinha, Gersinho, Silveira, Alexandre, Adriano, Cuca, João Carlos, Odair, Antônio Carlos, Tadeu, Claudinho e o goleiro João



Revista Placar com o titulo do Brasileiro - Ao lado Renato Morungaba


As finais

Na primeira partida da final, o goleiro Leão da equipe do Palmeiras, irritado com as provocações de Careca, deu-lhe uma cabeçada dentro da área aos 25 minutos do 2° tempo. Pênalti marcado e expulsão de Leão. Como o Palmeiras já havia feito as duas substitições permitidas na época, Escurinho (ponta-de-lança) foi improvisado no gol. O resultado não foi desastroso, ele só sofreu o gol de penalti convertido por Zenon. Na segunda partida, o bugre não pôde contar com o talento de Zenon que estava cumprindo suspensão automática. Em seu lugar entrava o esforçado Manguinha, tecnicamente inferior ao titular, porém muito eficiente na marcação. Outro grande em campo foi o ponta-esquerda Bozó que perseguia Jorge Mendonça por todos os lados do campo. O volante Zé Carlos foi um técnico dentro das quatro linhas durante toda a campanha consagradora e um "gladiador" na final, suando a camisa e dividindo todas as bolas. Mas a estrela de Careca brilhou mais uma vez. Foi dos pés dele que saiu o gol do título - aos 36 minutos do primeiro tempo Bozó é lançado na esquerda e chuta. O goleiro Gilmar rebate e a bola sobra para Careca concluir. É o gol do titulo.





Final

1ª partida

PALMEIRAS 0 x 1 GUARANI

Data: 10/Agosto/1978

Local: Estádio do Morumbi (São Paulo)

Gol: Zenon aos 30 do 2° tempo

Árbitro: Arnaldo César Coelho

Renda: Cr$ ----

Público: + de 100.000

PALMEIRAS: Leão; Rosemiro, Alfredo, Marinho (Zé Mário) e Pedrinho; Jair Gonçalves, Toninho Vanusa e Jorge Mendonça; Sílvio (Escurinho), Toninho e Nei. Téc.: Jorge Vieira.

GUARANI: Neneca; Mauro, Gomes, Édson e Miranda; Zé Carlos, Zenon e Renato; Capitão, Careca e Bozó (Adriano). Téc.: Carlos Alberto Silva


2ª Partida

GUARANI 1 x 0 PALMEIRAS

Data: 13/Agosto/1978

Local: Brinco de Ouro da Princesa (Campinas)

Gol: Careca aos 36 do 1° tempo

Árbitro: José Roberto Wright (RJ)

Renda: Cr$ 1.706.280,00 Público: 27.086

GUARANI: Neneca; Mauro, Gomes, Édson e Miranda; Zé Carlos, Manguinha e Renato; Capitão, Careca e Bozó. Tec.: Carlos Alberto Silva

PALMEIRAS: Gilmar; Rosemiro, Beto Fuscão (Jair Gonçalves), Alfredo e Pedrinho; Ivo, Toninho Vanusa e Jorge Mendonça; Silvio

segunda-feira, 1 de março de 2010

Craque da Semana - " PEPE "



PELÉ, PEPE e COUTINHO - Um dos maiores ataques que o mundo já viu


Filho de imigrantes espanhóis, Jose Macia, o PEPE, nasceu em 25 de fevereiro de 1935 na cidade de Santos - SP, onde fez brilhante carreira como jogador de futebol.
Seu pai, José Pepe, mais conhecido por Espanhol, era dono da mercearia Central, lá em São Vicente. Ele era contra sua carreira de jogador de futebol, já que naquela época a profissão era considerada como reduto de malandros. Mesmo assim, Pepe não desistiu e conseguiu provar que tinha habilidade (e muita) com a bola.
Dono de um chute fortíssimo de canhota que acabou lhe rendendo o apelido de "Canhão da Vila", Pepe decidiu muitas partidas para o Santos nas décadas de 50 e 60, participando em todas as campanhas que levaram o Santos FC a conquistar grandes títulos.


Ele nasceu em Santos em 1935, ano em que o Alvinegro conquistou seu primeiro título paulista, o mais importante da época. Aos 20 anos marcou o gol que deu ao clube o seu segundo título estadual, na vitória de 2 a 1 sobre o Taubaté, na Vila Belmiro.
Em todos os seus 15 anos de carreira só vestiu três camisas: a do Santos e as das Seleções Paulista e Brasileira. Jogou no Alvinegro de 1954 a 1969, ganhou dezenas de títulos e em 750 partidas marcou 405 gols – alguns deles decisivos para conquistas memoráveis, como os dois na vitória, de virada, sobre o Milan, que tornou o Santos o primeiro bicampeão mundial de clubes. No Santos FC, jogando na posição de ponta-esquerda, Pepe se tornou o segundo maior artilheiro da história do time. Ele diz ser "o maior artilheiro humano da história do Santos - porque Pelé não é humano".



Vestiu a camisa da seleção brasileira entre os anos de 1956 a 1963 e marcou 22 gols.Foi convocado para as Copas de 58 e 62, mas nunca conseguiu jogar; na primeira se contundiu e na segunda ficou na reserva de Zagallo. Quando pequeno, era torcedor do Espanha, clube que originou o Jabaquara, de Santos. CLUBES - Como jogador, jogou apenas no Santos de 1954 a 1969. Estreou no Santos em uma época difícil. Era o ano de 1955 e o clube não conquistava um título há 20 ano e o Peixe disputaria naquele ano a final do Campeonato Paulista. A equipe tinha nomes como Formiga, Zito, Alfredinho e Pagão. Em uma final emocionante contra o Taubaté, estava tudo igual, 1 a 1. Aos 23 minutos do segundo tempo, Pepe cobrou falta e mostrou o seu chute potente com o qual faria história no futebol, marcando o gol que tirou o Santos do jejum de títulos. Depois da conquista, Pepe se firmou como titular da equipe e nunca mais saiu. Foram 18 anos no clube, mais de 400 gols e a participação em todos os grandes títulos do Santos. E mais: Pepe nunca foi expulso em toda sua carreira, tanto no Santos quanto na seleção brasileira, onde fez 40 jogos e 21 gols. Foram dez títulos paulistas (1955, 56, 58, 60, 61, 62, 64, 65, 67, 68), quatro torneios Rio-São Paulo (1959, 63, 64, 66), cinco Taças Brasil (anos de 1961, 62, 63, 64, 65), duas Taças Libertadores (1962 e 63), dois mundiais interclubes (1962 e 63) e duas Copas do Mundo (1958 e 62).
Quando abandonou a carreira, sem jamais ter sido expulso de campo - o que lhe valeu o Prêmio Belfort Duarte - tornou-se técnico do Santos e levou a equipe ao título paulista de 1973.
Lenda viva do futebol, Pepe, o eterno "Canhão da Vila" é um jogador que orgulharia qualquer equipe do mundo.

Revista do Dia - ESPORTE ILUSTRADO



Revista publicada em 7 de Abril de 1949.
Na capa JAIR ROSA PINTO pouco antes de uma partida da seleção Brasileira no Sulamericano. Detalhe para a camisa que na época ainda era branca e não amarela como hoje em dia.

Encontros eternizados - PUSKAS e EVARISTO

O Honved, lendario time hungaro dos anos 50, realizou em 1957 uma excusão ao Brasil.
A Hungria estava sendo invadida pela União Soviética naquele ano de 1956, em que o campeão nacional , o Honved fazia uma excursão por diversos países do mundo, mas houve o pedido, por telegrama, dos invasores da pátria para que toda a delegação do Honved retornasse à Hungria.
Coisa que não aconteceu porque houve por parte de seus diretores a ordem de desobedecer e continuar a excursão.
Por medo e não querendo encrenca, alguns países não aceitaram a entrada do clube hungaro. Entre eles, Itália, França e Inglaterra.

Então o Honved veio ao Brasil.
A temporada húngara começou contra o Flamengo com derrota . Tomaram uma goleada de 6x 4, e os gols foram marcados por Evaristo(2) Henrique, Paulinho, Dida e Duca. Para o Honved marcaram Puskas (2) Szusza e Budai.

Em seguida, ganharam de 4 x 2 do Botafogo e de 6 x 4 do Flamengo, dessa vez no Pacaembu. Mais uma vez o resultado foi de 6 x 4, mas desta vez para o Honved, que deu um show de bola e encheu os olhos da torcida paulista.
Em 10 minutos de jogo o campeão hungaro já vencia de goleada, e no tempo final liquidou o jogo de uma vez, chegando a estar vencendo por 6 x 1. Puskas marcou 4 dos seis gols do Honved e os outros dois por Budai e Sandos. Dida (2) Moacir e Henrique marcaram para o Flamengo. Os times foram os mesmos do primeiro jogo e o arbitro novamente foi Mário Vianna, elogiado por todos.


A última partida no Brasil foi a negra contra o Flamengo, vencida por eles por 4 x 3



PUSKAS e EVARISTO DE MACEDO um encontro de craques eternizado para a historia antes da partida entre o Honved e Flamengo no Maracanã em 1957.

Esquadrão Inesquecivel - PORTUGUESA 1952



O time da Portuguesa de Desportos no inicio dos anos 50 encantou a todos os amantes do futebol. O auge deste time foi a conquista dos torneios Rio-SP em 1952 e 55 alem de 3 vitoriosas excursões a Europa sem perder um jogo sequer.

O time era composto por craques como o goleiro Cabeção , o excepcional lateral Djalma Santos, Nena um grande zagueiro da seleção brasileira, Brandãozinho que tambem foi a Copa de 54, Ipojucan ,o centro avante nininho, alem do fabuloso ponta direita Julinho Botelho.




DJALMA SANTOS, BRANDÃOZINHO E ZINHO

Um time que no torneio rio SP de 1952 fez 29 gols.


Campeã do Torneio Rio SP 1952

Campanha


Portuguesa 2 x 4 Fluminense Data: 3/2/1952 Local: São Paulo

Portuguesa 3 x 2 Palmeiras Data: 10/2/1952 Local: São Paulo

Flamengo 0 x 2 Portuguesa Data: 16/2/1952 Local: Rio de Janeiro

Portuguesa 5 x 1 Santos Data: 5/3/1952 Local: São Paulo

Portuguesa 3 x 2 Corinthians Data: 9/3/1952 Local: São Paulo


Portuguesa 5 x 1 Bangu Data: 15/3/1952 (sábado) Hora: n/d Local: Pacaembu

Árbitro: Mr. AldridgePúblico: n/d Renda: Cr$ 184.365,00Gols: No 1º tempo: Moacir Bueno e Nininho (Por). No 2º tempo: Nininho (Por), Julinho (Por), Mirim (contra) e Pinga
(Por).
Portuguesa: Muca, Nena, Noronha, Djalma Santos, Brandãozinho, Ceci, Julinho Botelho, Renato, Nininho, Pinga I e Simão. Técnico: Jim Lopes.
Bangu: Oswaldo Topete (Arizona), Djalma, Torbis, Alaíne (Barbatana), Pinguela, Mirim, Menezes, Moacir Bueno, Zizinho, Décio Esteves (Vermelho), Nívio. Técnico: Ondino Vieira.


Portuguesa 2 x 3 São Paulo Data: 19/3/1952 Local: São Paulo

Portuguesa 2 x 1 Botafogo Data: 22/3/1952 Local: São Paulo

Vasco da Gama 1 x 1 Portuguesa Data: 29/3/1952 Local: Rio de Janeiro




Torneio Rio SP 1952
Vasco e Portuguesa realizaram duas partidas, para decidir que seria o campeão. 1º jogo -Portuguesa 4 a 2 (São Paulo) e 2º jogo - 2 x 2(Rio)O time: Muca (Lindolfo) Nena, (Hermínio) e Noronha. Djalma Santos, (Carlos) (Manduco) Brandãozinho e Ceci. Julinho, (Leopoldo) Renato, Nininho, (Bota) Pinga e Simão.

VASCO 2 x 2 PORTUGUESA
Data: 19/06/1952
Local: Estádio do Maracanã
Árbitro: Sidney Jones (Inglaterra)
Renda: Cr$ 593.644,20 Público estimado: 40.000 pagantes


Vasco da Gama: Ernani; Belini (Augusto) e Wilson; Eli, Danilo e Jorge; Friaça, Maneca, Ademir, Ipojucan e Jansen (Dejair). Técnico: Gentil Cardoso

Portuguesa de Desportos: Muca (Lindolfo); Nena e Noronha; D. Santos, Brandãozinho e Cecy; Julinho, Renato (Leopoldo), Nininho, Pinga e Simões. Técnico: Jim Lopes


Gols: Ademir aos 5', Pinga aos 9' e 15' e Maneca no 2º tempo Expulsão: Friaça.
A Portuguesa teve o ataque mais positivo de todo o campeonato marcando 29 gols






NENA ao centro ao lado de Alfeu seu ex companheiro de Inter.

NENA
Em 1951, Nena transferiu-se para a Portuguesa, onde formou o maior "trio final" da história do clube, ao lado do goleiro Muca e do gaúcho Noronha (ex-Grêmio).
Como membro de um dos maiores esquadrões que a Portuguesa já teve, Nena participou das excursões vitoriosas pelo exterior que resultaram nas conquistas das Fitas azuis de 1951 e 1953. Sagrou-se ainda campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1952.
 
Este fantastico time da Portuguesa venceu não apenas o Rio- SP mas tambem o Torneio San Izidro . A Portuguesa também ganhou a Fita Azul por 3 vezes, por ter feito três expedições fora do País invictas nos anos de
1951, 1953 e 1954. Foi um periodo de ouro para os torcedores da Lusa que cuminou com o bicameponato do Rio SP em 1955 mas esta já é historia de um outro esquadrão inesquecivel.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Craque da Semana - AIRTON "PAVILHÃO"

Para muitos, um dos maiores jogadores que já vestiu a camisa do Grêmio. Para outros, o maior zagueiro da história do futebol brasileiro. Ficou famoso por um lance que somente ele era capaz de fazer: levava a bola em direção à linha lateral do campo chegando junto à bandeirinha de escanteio puxando com ele os atacantes. De repente, virava o corpo e, colocando uma perna por trás da outra, de letra, recuava a bola para as mãos do goleiro.




AIRTON NA SELEÇÃO BRASILEIRA EM 1962



Para um jogador comum, uma verdadeira insanidade. Para Airton Ferreira da Silva, o "Pavilhão", era "apenas uma jogada comum", como dizia o zagueiro. Airton surgiu para o futebol defendendo as cores do Força e Luz, de Porto Alegre. Na época, um clube de ponta dentro do futebol do Estado. Na metade do ano de 1954, foi cedido ao Grêmio por 50 mil cruzeiros mais o antigo pavilhão social do Estádio da Baixada. Obsoleto para a modernidade de um Estádio Olímpico prestes a ser inaugurado oficialmente, mas grandioso para o acanhado Estádio da Timbaúva, localizado na atual rua Dr. Alcides Cruz, 125. Ali ainda se encontra o saudoso pavilhão. Com a camisa tricolor, Airton foi uma unanimidade.
Um atleta exemplar dentro e fora de campo que lhe rendeu uma série de títulos, convocações para a Seleção Brasileira e diversas homenagens que acontecem até hoje.
No dia 04 de agosto, Airton Ferreira da Silva foi homenageado pelo Grêmio que decidiu celebrar os cinqüenta anos da primeira vez em que o zagueiro vestiu a camisa do Clube. Foi no dia 1º de agosto de 1954 em uma partida válida pelo Campeonato da Cidade que o Grêmio acabou empatando com o Cruzeiro de Porto Alegre no Estádio da Montanha.
 
Nome: Aírton Ferreira da SilvaNascimento: 31 de outubro de 1934, Porto Alegre (RS)Período no clube: 1954 a 1967Posição: ZagueiroData da homenagem: 21/09/1996










Títulos

1956 a 1960 – Pentacampeão da Cidade e do Estado

1962 a 1967 – Hexacampeão do Estado

1962 – Campeão do Troféu Atenas, Campeão do Troféu Salônica1962 – Campeão Sul-Brasileiro Invicto

1964 – Campeão da Cidade

1965 – Campeão da Cidade

Na Seleção Brasileira:1956 – Campeão Pan-Americano1960 –

Vice-Campeão Pan-Americano 1964 – Vice Campeão da Taça das Nações

Segundo também se conta...Era uma vez 1954, ano de inauguração do Olímpico Monumental. O Estádio da Baixada, antiga casa tricolor, localizado onde hoje é o Parque Moinhos de Vento, havia sido desmanchado. As tábuas da arquibancada estavam disponíveis. Na negociação com o Força e Luz, além de um valor em dinheiro, foi entregue aquele lote de madeira. Este fato valeu ao jogador contratado o apelido de Aírton "Pavilhão".




Avesso a aviões, ele não acompanhava a delegação gremista em viagens aéreas curtas. Quando o Grêmio atuava no interior do RS, em Santa Catarina ou no Paraná, enquanto a delegação voava, ele seguia de ônibus ou de carro. Seu pânico por aviões era imenso. Na vitoriosa excursão gremista à Europa (1961), Aírton alegou problemas médicos e pediu dispensa. A Direção não lhe deu ouvidos e ele estava no grupo que brilhou nos gramados do Velho Continente.*****Após marcar Pelé com maestria, Aírton foi jogar no Santos (1960). Sem oportunidade para mostrar seu futebol (o Santos tinha Mauro Ramos), preferiu retornar ao Grêmio, sagrando-se Hexacampeão Gaúcho (1962-1967). Há quem diga que o verdadeiro motivo foi outro: aquele Santos de Pelé viajava demais. E, quase sempre, de avião.*****Durante 13 anos, Aírton "Pavilhão" foi o principal jogador do Grêmio. Foi o melhor zagueiro gaúcho de todos os tempos e um dos melhores do mundo. O "zagueiro que driblava" marcou 120 gols na carreira
Em 1967, com 33 anos, tendo vencido 12 campeonatos gaúchos em 13 disputados (marca nunca igualada), com uma distensão na virilha que limitava seus movimentos, Aírton despediu-se do Grêmio, indo atuar no Esporte Clube Cruzeiro de Porto Alegre.











Revista do Dia - Jornal

DIARIO DA VIDA ESPORTIVA

4 de Maio de 1949
Materia sobre o acidente com o time do Torino onde todos vieram a falecer.
Dizia a manchete: DE LUTO O ESPORTE MUNDIAL.