FTT - Futebol de Todos os Tempos

ENTREVISTAS COM EX JOGADORES, TECNICOS, DIRETORES E PESSOAS LIGADAS AO FUTEBOL QUE CONTRIBUIRAM DE ALGUMA FORMA PARA QUE PUDESSEMOS CONHECERMOS UM POUCO MAIS DA HISTORIA DO FUTEBOL BRASILEIRO E MUNDIAL.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Craque disse e eu anotei - ZÉ CARLOS

Zé Carlos era um dos jogadores que eu mais aguardava para fazer uma entrevista. Jogador clássico , leal, humilde e recordista de jogos com a camisa do Cruzeiro. Fez parte tambem do time campeão brasileiro do Guarani em 1978. Porem esta entrevista vai em forma de homenagem ao meu pai que vindo da Alemanha em meados dos anos 50 se apaixonou pelo Cruzeiro o time das mesmas cores do seu Schalke-04 na Alemanha.
Ele passou a acompanhar os jogos do Cruzeiro e pegou o surgimento do Mineirão e junto dele aquele fabuloso time do Cruzeiro que tinha entre outros, Raul, Procopio, Piazza, Dirceu Lopes, Tostão, Natal, Evaldo, Hilton Oliveira e claro Zé Carlos. Na final da Taça Brasil em 1966 meu pai foi a inesquecivel partida contra o santos vencida por 6x2 e foi tambem na segunda partida em São Paulo no Pacaembu. Saiu de lá literalmente de alma lavada pois tomou muita chuva no meio da torcida cruzeirense. Pois bem o que tem isto a ver com nosso entrevistado? Perguntei uma vez quem era o melhor daquele time magico do Cruzeiro e ele me respondeu: Zé Carlos. Jogava para o time sem se preocupar coma torcida. Não dava pontapé e desramava com classe os adversarios.
Portanto eis o idolo de meu pai.


Zé Carlos e Bruno

FTT - Você chegou a jogar profissionalmente no Sport de Juiz de Fora?

ZÉ CARLOS - Eu joguei um ano no juvenil e depois fui para o profissional.Joguei de 62 a 65.


FTT - Juiz de Fora tinha tres times rivais. O Sport, o Tupinambás e o Tupy. Cada um com  seu estadio. Bons tempos não é Ze Carlos.

ZÉ CARLOS - Ahh era. Tinha o Torneio da Zona da Mata onde os times da região de Juiz de Fora participavam e era muito disputado. A rivalidade era grande.


FTT - Foi então que Felicio Brandi te comprou e você veio para o Cruzeiro.

Zé Carlos - Na verdade eu havia jogado em Belo Horizonte uma vez com o Flamengo. 


FTT - Você jogou no Flamengo?

ZÉ CARLOS - Joguei um mes lá. Fizemos um torneio em Belo Horizonte chamada Copa do Bispo e no time do Flamengo tinham ainda o Carlinhos e o Paulo Henrique. Depois participei de um campeonato de seleções regionais de Minas e eu vim com a da Zona da Mata. Felicio me viu jogando e me contratou.Isto tudo em 1965.


FTT - Você nem poderia imaginar que ali estava surgindo um dos maiores times da historia do futebol brasileiro.

ZÉ CARLOS - Ahh, não imaginava mesmo. Primeiro porque o Cruzeiro naquela época era visto como a terceira força de Minas , atrás de Atletico e América.Claro que tiveram grandes jogadores no passado mas o time deslanchou mesmo depois do Mineirão em 1965.


FTT - Nos primeiros anos você entrava sempre no decorrer da partida. O meio campo titular formava com Piazza, Dirceu Lopes e Tostão. Como foi que você passou a ser titular neste time repleto de feras?

ZÉ CARLOS - É, eu sempre entrava no meio dos jogos. Então em 1967 o Piazza tinha participado da seleção brasileira  e se machucou ficando um bom tempo sem jogar. Eu passei a jogar no lugar dele e quando ele voltou eu não sai mais do time. Foi então que o Orlando Fantoni e depois o Gerson dos Santos formaram o quadrado com Piazza, eu, Dirceu Lopes e Tostão passou a jogar mais adiantado no lugar do Evaldo. Porem Evaldo entrava em todos os jogos tambem. Nosso grupo era muito forte e só podiam jogar 11.


Zé Carlos um dos mais clássicos e tecnicos volantes do futebol brasileiro.


FTT - E como era seu posicionamento com Piazza. Quem ficava e quem saia mais.
ZÉ CARLOS - Piazza ficava e eu saia um pouco mais. Naquela época não existia o segundo volante mas era mais ou menos assim que nós jogavamos. Eu e Piazza cobrindo a zaga e dois pontas abertos com Dirceu Lopes e Tostão entrando.Eu as vezes chegava tambem. Naquela epoca os times jogavam com quatro atacantes , as vezes até cinco. As defesas quase todas jogavam com quatro jogadores pois os laterais não subiam tanto pois tinham os pontas.


FTT - O Cruzeiro desde que o Mineirão foi inaugurado em 65 foi perder a primeira partida para o Atletico em jogos oficiais somente em novembro de 68. Foi uma hegemonia mesmo?

ZÉ CARLOS - Sem duvida. Veja que nós ganhamos o pentacampeonato de 65 a 69, perdemos em 70 para o Atletico e em 71 para o America e depois ganhamos novamente o tetra de 72 a 75.De onze ganhamos nove.


FTT - O time parecia imbativel e conquistou o penta campeonato mineiro. Porem a maior conquista deste time foi a Taça Brasil em 66. Nesta época alem do excepcional time do Santos quais eram os outros grandes times do Brasil? 

ZÉ CARLOS - Ahh tinham grandes equipes. O Palmeiras de Ademir da Guia e Dudu, o Botafogo de Gerson e Jairzinho, o Inter, o Grêmio e sem falar no Santos . Por isto que a nossa conquista foi uma grande surpresa pois voce tinha grandes times no Rio e em São Paulo e nós , um time de meninos com seus 19 anos fomos lá e ganhamos do melhor de todos.
Zé Carlos em ação contra o Botafogo no Maracanã. Grandes jogos no fim dos anos 60.
FTT - Voces tiveram grandes clássicos contra o Palmeiras de Ademir da Guia, Dudu e cia. Era um belo time tambem?

ZÉ CARLOS - Muito bom. Eram sempre grandes jogos. Alías não só os com o Palmeiras mas com o Santos e depois com o Inter.Times de toque de bola.

Cruzeiro em 1970 - Começo da transição do time dos anos 60 para 70. Em pé a partir da esq. Vanderlei que entrou no lugar de Neco, Fontana no lugar de Procopio, Pedro Paulo, Piazza, Mario Tito no lugar de Willian e Raul. Agachados: Natal, Zé Carlos, Tostão, Dirceu Lopes e Rodrigues que entrou no lugar de Hilton Oliveira.


FTT - Você pegou a transição desta geração de Tostão, Evaldo, Natal, Hilton Oliveira para uma nova com Nelinho, Palhinha, Roberto Batata e Joãozinho. Foi muito tranquila esta transição.

ZÉ CARLOS - Na verdade isto tudo se deve ao trabalho feito pela dupla Felicio Brandi (pres.do Cruzeiro) e Furletti (diretor de futebol). Contrataram bem e fizeram um bom trabalho com a base.Quando o Tostão saiu em 72 já tinha o Palhinha que vinha entrando desde 68. Já tinham o Roberto Batata, o Eduardo, o Rodrigues, todos começando. Aí mudou a defesa  com a chegada do Nelinho. Ficou Nelinho, Morais, Darci e Vanderlei e pouco tempo depois chegou o Perfumo. Tinha ainda o Mario Tito que veio do Bangu. Enfim o time sofreu mudanças mas continuou mantendo o nivel e disputando titulos.


  Time campeão da Libertadores em 1976 - Feita a transição ficaram remanescentes do time que venceu a Taça Brasil em 66 apenas Raul, Piazza e Ze Carlos . Em pé da esq. Morais, Nelinho,Osires, Piazza, Vanderlei. Agachados: Eduardo, Ze Carlos, Palhinha, Jairzinho, Joãozinho e Raul.



FTT - Lembre um pouco o futebol de Roberto Batata.

ZÉ CARLOS - O Roberto era um ponta que entrava muito na diagonal. Um jogador rapido, esguio e com muita qualidade tecnica. Tivemos sorte pois primeiro veio o Natal, depois o Batata ,o Eduardo e depois o Jairzinho. todos grandes pontas direitas. O Eduardo passou a jogar pelo meio depois.



FTT - Na final do brasileiro de 1975 o Cruzeiro perdeu para o Inter por 1x0. Um jogo muito disputado onde o Manga pegou tudo.
Nos anos 70 Cruzeiro e Inter travaram grandes clássicos. Um foi inesquecivel:o 5x4 no Mineirão pela Libertadores.

ZÉ CARLOS - Foi um jogo sensacional. Aliás toda vez que jogavam Cruzeiro e Inter davam grandes jogos. Eram times tecnicos. Neste 5x4 por sinal, eu  fiz um gol contra.....rss. Foi um espetaculo de partida. Depois ganhamos em Porto Alegre por 2x0 tambem e nos classificamos eliminando o inter.


Final do Mundial de Clubes de 1976 no Mineirão. Cruzeiro 0 x 0 Bayern - Na foto Zé Carlos x Beckenbauer


FTT - Como é ser o jogador que mais vezes vestiu a camisa do Cruzeiro em todos os tempos?

ZÉ CARLOS - É motivo de muito orgulho. Pensar quanta gente boa já passou por aqui e a honra de vestir esta camisa por tantas vezes é marcante.


FTT – Hoje estamos fazendo esta entrevista na Toca da Raposa 1. Inaugurada em 1973. Foi uma revolução no futebol brasileiro mudando o conceito de concentração não foi?

ZÉ CARLOS - Sem duvida. O Felicio Brandi acreditou e investiu . Nós davamos nosso melhor para retribuir e a concentração foi um sucesso por onde passaram inumeros craques como o Ronaldo. A seleção brasileira ficou aqui na preparação para a copa de 82 e 86. Então eu acho que a Toca revolucionou o modelo de concentração pois se você olhar, mesmo hoje em dia muitos clubes não possuem uma concentração como esta.


Zé Carlos e Bruno na Toca da Raposa I. Aí nestes gramados o nosso "Zelão" se preparava para desfilar em campo toda sua categoria. Hoje supervisiona o intercambio com mercados internacionais que enviam seus jogadores e equipes para periodos de treinamentos na Toca.

AGORA ZÉ CARLOS É DO GUARANI


FTT - Como foi sua saida do Cruzeiro para o Guarani? Houve uma troca pelo Flamarion?

ZÉ CARLOS - Não. Eu inclusive cheguei a jogar junto com o Flamarion no Cruzeiro.Fomos campeões mineiros juntos em 77. Depois eu me machuquei e durante minha recuperação pedi ao presidente para me liberar para procurar outro clube. O Guarani através do Leonel seu presidente demonstrou interesse. Porem antes eu fui a São Paulo pois o Palhinha estava no Corinthians e eu fui conversar com o Oswaldo Brandão e Vicente Matheus. Ficou mais ou menos acertado só que eles queriam uma liberação escrita do Cruzeiro. Foi quando o Beto Zinni do Guarani ficou sabendo que eu havia ido a São Paulo e quando eu cheguei a Belo Horizonte ele estava no aerorporto me esperando. Ele me disse para primeiro ouvir o que o Leonel (pres. do Guarani) tinha para me propor. Pois bem no  outro dia fomos para Campinas e eu acertei com eles.


FTT - E você foi fazer parte de outro timaço;o Guarani.
ZÉ CARLOS - Foi. Um time muito certinho. Um ataque rapido com jogadores jovens.


FTT - O time tinha como ponto forte exatamente o meio campo com Ze Carlos , Renato e Zenon. Você se encaixou muito bem nesta equipe.

ZÉ CARLOS - É,  mas aí tinha o dedo  do Carlos Alberto Silva que soube armar o time. Os mais velhos eram eu e Neneca. O time era Neneca, Edson, Mauro, Gomes e Miranda , Eu, Renato e Zenon. Capitão, Careca e Bozó.

Guarani campeão brasileiro de 1978 - Zé Carlos, Edson, Gomes, Miranda, Mauro e Neneca. Agachados: Capitão, Renato, Careca, Zenon e Bozó.


FTT - E o Careca já era um um fora de serie?

ZÉ CARLOS - Era. Tinha apenas 18 anos mas já era diferenciado.E como ele jogava nos juniores com o Renato tudo ficou mais facil. Se entendiam muito bem nos profissionais.


FTT - Você ficou quanto tempo no Guarani?

ZÉ CARLOS - Fiquei dois anos. Depois sai e fui para o Botafogo.


FTT - Você jogou tambem no Villa Nova. Entre 82 e 83 com você em campo o Villa Nova jogou 5 partidas contra o Cruzeiro. Empatou 4 e perdeu uma. O Villa precisa se reerguer não acha?

ZÉ CARLOS - Até por coincidencia,  o Villa Nova está aqui na Toca fazendo sua pré temporada para o mineiro deste ano. O Wilson Gottardo agora é seu treinador e jogou um tempo com a gente. Acredito que o Villa tem condições de recuperar o tempo perdido pois tem muita tradição.Aliás eu encerrei a minha carreira no Villa.

FTT - Qual foi o melhor time que você jogou: o Cruzeiro dos anos 60, o Cruzeiro dos anos 70 ou o Guarani 78?

ZÉ CARLOS - Todos me deram muito prazer e alegria. O proprio Villa Nova. Veja que nós não perdiamos dentro do Alçapão do Bonfim (estadio do Villa Nova). Podia ir lá Atletico, Cruzeiro, America que a gente não perdia. O Villa tinha um grande time com Isaac, Geraldo Touro, Osmar, Pirulito.




Zé Carlos na seleção brasileira em 1975 . Jogo contra o Peru pela Copa America. Na foto aparece ainda Waldir Peres dando um belo voo.


FTT - Você jogou numa epoca de grandes craques no futebol brasileiro. Me aponte 6 ou 7 que mais te impressionaram.

ZÉ CARLOS - Eu teira uns 50 pra citar. Mas vamos lá: Piazza, Tostão, Dirceu Lopes, Cerezo, o proprio Marcelo , Rivelino, Ademir da Guia, Gerson. No Santos tinha o Clodoaldo, Mengalvio, o Pelé nem se fala. Toninho Guerreiro no São Paulo. O Flamengo tinha o Almir que quando eu joguei lá atuei com ele. Tinha o Paulo Henrique.Enfim tinha um grande numero de jogadores. Internacionais teve o Beckenbauer.

Momento belissimo do futebol. Não tem cor, não tem raça, não tem nacionalidade , nem clube. Dois craques do futebol, um branco e um negro mostrando o respeito e admiração mutua , trocando as camisas de seus clubes.
Beckenbauer e Zé Carlos após a final do Mundial de Clubes em 1976.


FTT - Você acha que o futebol era mais dificil antigamente ou hoje em dia?

ZÉ CARLOS - Olha muitos me perguntam se eu gostaria de ter jogado hoje em dia. Eu digo que não, pois talvez não fosse tão feliz como eu fui naquela época. Agora eu acho que antigamente era mais dificil. Porque? Porque se você olhar naquela epoca muitos times brasileiros tinham seis ou sete jogadores na seleção brasileira. O Brasil em 66 formou duas seleções e em 70 tambem. Quantos grandes jogadores ficaram ainda de fora e mereciam ter ido. Antigamente se primava pela qualidade no futebol. Hoje , apesar do condicionamento fisico, do futebol ser muito mais corrido não privilegiam a parte tecnica. Formam um jogador hoje e não descobrem um talento como antigamente. Hoje formam um atleta. Atualmente ter surgido cada vez menos bons jogadores. O desaparecimento dos campos de varzea tambem infuiram muito. Hoje você ve que os meninos preferem um computador do que jogar bola. Por isto o não surgimento de novos craques. A bola e as chuteiras tambem eram muito mais pesadas.


FTT - Imaginando aquele time do Cruzeiro de 76 com você e Piazza no meio campo e um ataque extraordinario, acha que daria para jogar de igual para igual com um time atual como o Fluminense campeão brasileiro mesmo com um meio campo com 4 homens?

ZÉ CARLOS - Eu acho que o Cruzeiro venceria pela qualidade dos seus jogadores. O Fluminense tem bons jogadores mas se for fazer uma comparação não dá. Hoje tem mais força, mais combate e menos tecnica. Qualquer dia terão de aumentar o campo e o gol pois já não está cabendo. Na nossa epoca dava para tocar a bola e era o que sabiamos fazer.

10 comentários:

  1. Vou destacar três pontos nesta entrevista:A passagem pelo Flamengo,O Quadrado Mágico do Cruzeiro e o timaço do Guarani, muito boa entrevista.

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  2. O Zé Carlos foi um grande craque. Sendo o jogador que mais vezes vestiu a camisa cruzeirense, já o consagra pra sempre. Jogou em dois timaços, mas teve poucas oportunidades na Seleção Brasileira. Fiquei com a imagem de um sujeito simnples, mas muito grato pelo o que viveu no futebol. Parabéns ao Zé Carlos por sua história e ao Bruno por mais uma bela entrevista.

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  3. Belissima entrevista, Bruno você e o Maurício sempre muito felizes nas perguntas, parabéns!

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  4. zé carlos tinha que ter ido nas copas de 70 e 74, mais uma grande injustiça no nosso futebol,

    bela entrevista bruno,o zé carlos parece craque como pessoa também.

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  5. Mais uma excelente entrevista. Zé Carlos, excelente figura, cracaço !
    Abraços, José Rosa.

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  6. Caro amigo Bruno,
    Vi o rol de entrevistas na barra esquerda do blog. Havia lido várias delas. Muito bacana. Agora tenho uma sugestão, que na verdade é um desafio. A figura do Tostão vai muito além do futebol. Para mim é quem melhor escreve sobre futebol no Brasil hoje. Quem sabe o craque, da bola e da pena como digo sempre, te concede uma entrevista? Seria muito bacana !
    abraços, José Rosa.

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  7. Eu, cruzeirense que vi Zé Carlo jogar, só tenho a elogiar essa entrevista que me emocionou. Penso que Zé Carlos é uma legenda de um tempo em que o futebol era jogado com mais técnica e amor. A lucidez desse craque ao propor que se aumentem o gol e as dimensões do campo é pertinente. A preparacão física de hoje permite que um jogador se desloque pelo menos mais 25% mais que nos anos 1980.
    Mas eu acho que o futebol, apesar de tudo, ainda continuará aquecendo as emoções de todos por muitos anos. E de preferência, com paz e lealdade. Ah! E ética nos bastidores. Quem sabe?

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  8. Zé Carlos obrigado por vestir tantas vezes a camisa do nosso querido Cruzeiro e mais do que isto honra-la com titulos e grandes atuações.

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  9. Ze Carlos foi o jogador que mais vezes vestiu a camisa do Cruzeiro. Só por isto já seria motivo de imenso orgulho entrevista-lo, afinal quantos craques passaram por este clube.Porem foi um volante moderno, que na época saía para o jogo com muita qualidade e por seu incrivel talento revolucionou o jeito do time jogar , obrigando o treinador a criar um quadrado, adiantando Tostão.
    Como pessoa é de uma calma e educação que impressiona qualquer um.

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