FTT - Futebol de Todos os Tempos

ENTREVISTAS COM EX JOGADORES, TECNICOS, DIRETORES E PESSOAS LIGADAS AO FUTEBOL QUE CONTRIBUIRAM DE ALGUMA FORMA PARA QUE PUDESSEMOS CONHECERMOS UM POUCO MAIS DA HISTORIA DO FUTEBOL BRASILEIRO E MUNDIAL.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Craque da Semana - AIRTON "PAVILHÃO"

Para muitos, um dos maiores jogadores que já vestiu a camisa do Grêmio. Para outros, o maior zagueiro da história do futebol brasileiro. Ficou famoso por um lance que somente ele era capaz de fazer: levava a bola em direção à linha lateral do campo chegando junto à bandeirinha de escanteio puxando com ele os atacantes. De repente, virava o corpo e, colocando uma perna por trás da outra, de letra, recuava a bola para as mãos do goleiro.




AIRTON NA SELEÇÃO BRASILEIRA EM 1962



Para um jogador comum, uma verdadeira insanidade. Para Airton Ferreira da Silva, o "Pavilhão", era "apenas uma jogada comum", como dizia o zagueiro. Airton surgiu para o futebol defendendo as cores do Força e Luz, de Porto Alegre. Na época, um clube de ponta dentro do futebol do Estado. Na metade do ano de 1954, foi cedido ao Grêmio por 50 mil cruzeiros mais o antigo pavilhão social do Estádio da Baixada. Obsoleto para a modernidade de um Estádio Olímpico prestes a ser inaugurado oficialmente, mas grandioso para o acanhado Estádio da Timbaúva, localizado na atual rua Dr. Alcides Cruz, 125. Ali ainda se encontra o saudoso pavilhão. Com a camisa tricolor, Airton foi uma unanimidade.
Um atleta exemplar dentro e fora de campo que lhe rendeu uma série de títulos, convocações para a Seleção Brasileira e diversas homenagens que acontecem até hoje.
No dia 04 de agosto, Airton Ferreira da Silva foi homenageado pelo Grêmio que decidiu celebrar os cinqüenta anos da primeira vez em que o zagueiro vestiu a camisa do Clube. Foi no dia 1º de agosto de 1954 em uma partida válida pelo Campeonato da Cidade que o Grêmio acabou empatando com o Cruzeiro de Porto Alegre no Estádio da Montanha.
 
Nome: Aírton Ferreira da SilvaNascimento: 31 de outubro de 1934, Porto Alegre (RS)Período no clube: 1954 a 1967Posição: ZagueiroData da homenagem: 21/09/1996










Títulos

1956 a 1960 – Pentacampeão da Cidade e do Estado

1962 a 1967 – Hexacampeão do Estado

1962 – Campeão do Troféu Atenas, Campeão do Troféu Salônica1962 – Campeão Sul-Brasileiro Invicto

1964 – Campeão da Cidade

1965 – Campeão da Cidade

Na Seleção Brasileira:1956 – Campeão Pan-Americano1960 –

Vice-Campeão Pan-Americano 1964 – Vice Campeão da Taça das Nações

Segundo também se conta...Era uma vez 1954, ano de inauguração do Olímpico Monumental. O Estádio da Baixada, antiga casa tricolor, localizado onde hoje é o Parque Moinhos de Vento, havia sido desmanchado. As tábuas da arquibancada estavam disponíveis. Na negociação com o Força e Luz, além de um valor em dinheiro, foi entregue aquele lote de madeira. Este fato valeu ao jogador contratado o apelido de Aírton "Pavilhão".




Avesso a aviões, ele não acompanhava a delegação gremista em viagens aéreas curtas. Quando o Grêmio atuava no interior do RS, em Santa Catarina ou no Paraná, enquanto a delegação voava, ele seguia de ônibus ou de carro. Seu pânico por aviões era imenso. Na vitoriosa excursão gremista à Europa (1961), Aírton alegou problemas médicos e pediu dispensa. A Direção não lhe deu ouvidos e ele estava no grupo que brilhou nos gramados do Velho Continente.*****Após marcar Pelé com maestria, Aírton foi jogar no Santos (1960). Sem oportunidade para mostrar seu futebol (o Santos tinha Mauro Ramos), preferiu retornar ao Grêmio, sagrando-se Hexacampeão Gaúcho (1962-1967). Há quem diga que o verdadeiro motivo foi outro: aquele Santos de Pelé viajava demais. E, quase sempre, de avião.*****Durante 13 anos, Aírton "Pavilhão" foi o principal jogador do Grêmio. Foi o melhor zagueiro gaúcho de todos os tempos e um dos melhores do mundo. O "zagueiro que driblava" marcou 120 gols na carreira
Em 1967, com 33 anos, tendo vencido 12 campeonatos gaúchos em 13 disputados (marca nunca igualada), com uma distensão na virilha que limitava seus movimentos, Aírton despediu-se do Grêmio, indo atuar no Esporte Clube Cruzeiro de Porto Alegre.











Revista do Dia - Jornal

DIARIO DA VIDA ESPORTIVA

4 de Maio de 1949
Materia sobre o acidente com o time do Torino onde todos vieram a falecer.
Dizia a manchete: DE LUTO O ESPORTE MUNDIAL.



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Esquadrão Inesquecievl - BOTAFOGO 1968

BICAMPEÃO CARIOCA 1967 / 68

Um dos melhores times que o Botafogo de Futebol e Regatas já teve, nos últimos 60 anos, foi sem dúvida o que conquistou o Campeonato Carioca de 1968.
Embora fossem anos de chumbo, em razão do golpe militar que implantou uma ditadura sanguinária no país, os anos 60 foram talvez os mais gloriosos do Botafogo.
O Glorioso da estrela solitária que rivalizava com o Santos de Pelé, em ceder mais jogadores para a seleção brasileira – campeã em 1958, na Suécia e bi, no Chile, tinha – entre outros – craques (na acepção do termo) como Newton Santos (naquela época era assim escrito!), Garrincha, Didi, Amarildo, Zagalo, Quarentinha, Jairzinho, Carlos Roberto, Manga, Paulo César e tantos outros que fica até difícil enumerá-los.



Na decisão do certame carioca de 1968 num inesquecível jogo, realizado em 9 de junho num Maracanã lotado, com quase 160 mil espectadores, o Botafogo enfiou uma goleada histórica no vasco da gama. O placar foi de 4×0, com direito a show de bola e olé no final.
Os gols foram marcados por Roberto, Jairzinho, Rogério e Gerson e aquele time vencedor jogou com Cão, Moreira, Zé Carlos, Leônidas e Valtencir; Carlos Roberto e Gerson; Rogério, Jairzinho, Roberto e Paulo César.
Data: 09/06/1968
Público: 141.689Árbitro: Armando MarquesGols: 1° tempo: Botafogo 2 a 0, Roberto e Rogério; Final: Botafogo 4 a 0, Jairzinho e Gérson

Botafogo: Cao, Moreira, Zé Carlos, Leônidas e Waltencir; Carlos Roberto e Gérson; Rogério, Roberto, Jairzinho e Paulo Cézar. Técnico: Zagallo.
Vasco: Pedro Paulo, Jorge Luiz, Brito, Ananias (Sérgio) e Ferreira; Bougleux e Danilo Menezes; Nado (Alcir), Ney, Walfrido e Silvinho. Técnico: Paulinho de Almeida.




CAMPEÃO DA TAÇA BRASIL 1968




Como os campeonatos estaduais ocupavam o calendário no primeiro semestre, a Taça Brasil era jogada no segundo semestre – isso tudo antes de ser criado o Campeonato Brasileiro que, como se sabe, começou em 1971.
O Botafogo de Futebol e Regatas como campeão carioca já entrou nas quartas de final e teve de enfrentar o perigoso Metropol, da cidade de Criciúma, Santa Catarina que saíra campeão da chave do sul, desbancando inclusive o Grêmio.
A disputa em dois jogos, mata-mata, era, porém, de forma diferente de como ocorre nos dias de hoje. Havia dois jogos, estilo de melhor de quatro pontos (à época, a vitória dava ao vencedor dois pontos), com a necessidade de um terceiro, caso houvesse uma vitória de cada lado. Assim aconteceu no confronto Botafogo x Metropol.
O Botafogo eliminou o Metropol e foi então para as semifinais.

UM ATAQUE ARRASADOR COM ROGERIO, GERSON, ROBERTO, JAIRZINHO E PAULO CESAR


SEMIFINAIS 23 E 27 de Agosto de 1969:
Cruzeiro 0-1 Botafogo em BH e Botafogo 1 - 1 Cruzeiro no RJ - Fortaleza 2-1 Nautico em Fortaleza e 1-2 Náutico no recife - playoff Náutico 0-1 Fortaleza no Recife


FINAIS
Fortaleza 2-2 em Fortaleza e Fortaleza 0-4 Botafogo no RJ
Botafogo de Futebol e Regatas
FINAL NO RIO DE JANEIRO - 04/10/1969 Botafogo 4-0 Fortaleza
Gols: Roberto 7' (1-0) Ferretti 53' (2-0) Afonsinho 65' (3-0) Ferretti 83' (4-0) Arbitro: Guálter Portela Filho
Publico: 34 588 (NCr$ 84.575,00)
Botafogo: Cao, Moreira, Chiquinho Pastor (Leônidas), Moisés, Waltencir - Carlos Roberto (Nei Conceição), Afonsinho - Rogério, Roberto, Ferretti, Paulo Cézar. (Tec: Zagallo)
Fortaleza: Mundinho, William, Zé Paulo, Renato, Luciano Abreu - Joãozinho, Luciano Frota - Garrinchinha, Lucinho, Erandir (Amorim), Mimi. (Tec: Gilvan Dias)

Craque da Semana - ZÉ DO MONTE





ZÉ DO MONTE - RAÇA E AMOR AO ATLÉTICO




José do Monte Furtado Sobrinho foi o símbolo da garra do Atlético Mineiro. Era um guerreiro apaixonado pelo clube atleticano. Em jogo contra o Cruzeiro, seus supercílios abriram duas vezes. Levaram oito pontos e, como um leão ferido, voltou ao campo para se tornar um herói. Zé do Monte comandou o Atlético na mais gloriosa época da história do clube. Foi assim que começou a carreira de um gênio da raça: Zé do Monte, o incomparável centro médio , não era um artista, não era um goleador ou driblador. Sabia conduzir a bola, mas não foi exatamente por sua classe que se transformou no monstro sagrado da torcida, que lhe dedicava uma adoração igual à do povo de Itabirito. Foi, sim, por sua gana pela vitória, por seu indomável espírito de vencedor.É verdade que os primeiros tempos foram difíceis. Tudo mudou em 1945, quando o treinador Felix Magno chegou ao Atlético Mineiro. Durante um treino, mandou Zé do Monte vestir a camisa dos titulares. Ele tinha dezoito anos e nunca mais saiu do time. Durante dez anos, sem parar, Zé do Monte suou, manchou de sangue, rasgou e enlameou aquela camisa branca e preta, para se tornar o ídolo dos rapazes, e o galã irresistível das mocinhas. Em 1947, a torcida elegeu o Atlético de todos os tempos: Kafunga. Murilo e Ramos. Mexicano. Zé do Monte e Afonso. Lucas. Lauro. Carlyle. Alvinho e Nivio. No ano seguinte, perdeu o titulo para o América. Na decisão, o desespero tomou conta de Zé do Monte. Ele Jogou os minutos finais com as lágrimas rolando pelo rosto. Era o amargor de uma derrota que ele não esperava. Correu, lutou, discutiu, mas tudo foi inútil. Amparado por companheiros e torcedores, saiu de campo chorando. Chegou em casa chorando. Dormiu chorando. Era capitão da equipe e respeitado por todos. Elegeu-se vereador. Mas, como não gostava de política, aceitou um rendoso emprego que lhe foi oferecido pelo governador de Minas, Juscelino Kubitschek. Abandonou o futebol aos 27 anos , com os meniscos do joelho direito arrebentados. Na sua fria determinação de parar, terminava uma carreira inigualável e se iniciava a lenda do maior gênio da raça que futebol mineiro conheceu. Foi campeão mineiro dos anos de 1946/47. 1949/50. 1952/53/54/55. Zé do Monte disputou 443 partidas com a camisa do Atlético Mineiro e marcou 26 gols.






Durante dez anos, Zé do Monte foi um dos principais responsáveis pelas glórias do Galo, tornando-se o grande ídolo dos torcedores alvinegros de sua época. Capitão do time, Zé do Monte foi destituído de seu posto em 1953, numa excursão ao Pará. Proibido de tomar cerveja pelo então técnico Yustrich, que também ameçava agredir o ponta-direita Lucas, Zé do Monte revolveu tomar providências. Ele, Lucas e Afonso procuraram o Presidente do Atlético e conseguiram a demissão do técnico.



No auge de seu futebol, foi assediado por vários clubes, porém declarava a todos: "Meu futebol é só para o Atlético." Dono de um futebol ritmado, mostrava-se preciso nos lançamentos e criativo no meio-campo, usando a cabeça e os pés com igual eficiência. Participou da vitoriosa excursão à Europa em 1950.


TIME DO ATLETICO QUE EXCURSIONOU A EUROPA COM ZÉ DO MONTE SENDO O PRIMEIRO A PARTIR DA ESQUERDA
Após sua chegada da Excursão à Europa e famoso por toda a Belo Horizonte, Zé do Monte elegeu-se vereador na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Mas sua carreira durou pouco tempo. Não gostava de política e deu-se por satisfeito quando, o então Governador do Estado, Juscelino Kubitscheck, o contemplou com um grande cargo público. Contundiu o joelho durante uma pescaria, sua atividade favorita fora dos campos. Com os meniscos do joelho direito arrebentados, preferiu não operar e encerrou cedo sua carreira como jogador, aos 28 anos de idade, tornando-se arquiteto. Dizia-se que Zé do Monte admitia qualquer coisa - jogar sangrando, correr do começo ao fim de uma partida - exceto ser anestesiado. Há boatos que em 1957, o ex-jogador chegou a ser internado, preparando-se para a cirurgia. Mas resolveu ir embora do local. Neste momento, em sua fria determinação de parar, terminava uma carreira inigualável e se iniciava a lenda de um dos maiores gênios de raça que o Brasil conheceu. Faleceu na cidade de São Paulo em 27 de junho de 1990, de ataque cardíaco.

































Ficha Técnica
Nome: José do Monte Furtado Sobrinho

Posição: Meio-Campo Data de Nascimento: 03 de Agosto de 1927

Naturalidade: Abaeté-Mg
Data de Falecimento: 27 de Junho de 1990



TITULOS:
Campeonato mineiro 1946 - 47 - 49 - 50 - 52 - 53 - 54 - 55

Revista do Dia - PLACAR

A revista desta vez é a PLACAR de Outubro de 1971 tendo na capa o lance da serissima contusão de Evaldo atacante do Cruzeiro no choque com o goleiro Cejas do Santos.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Esquadrão Inesquecível - FLUMINENSE 1975







Eleito presidente do Fluminense em 1975, o Advogado e Juiz de Direito Francisco Horta causou uma verdadeira revolução no futebol carioca ao montar o maior time da história do clube e que ficou eternizado para sempre como "A Máquina Tricolor".O primeiro grande feito de sua administração foi trazer do Corinthians, numa transação milionária para a época,um dos maiores jogadores do futebol brasileiro de todos os tempos, o meia Roberto Rivelino que estava desgastado com a torcida corinthiana pela perda do campeonato paulista de 1974 para o Palmeiras. O grande craque, que se tornaria um dos maiores ídolos da torcida tricolor, conquistou os torcedores logo na estréia, justamente contra seu ex-clube, no sábado de carnaval daquele ano, ao marcar três gols na goleada do Fluminense por 4 x 1. Horta montou um grande time, onde, além de Rivelino, brilhavam Toninho Baiano, Carlos Alberto Pintinho, Marco Antônio, Paulo César Caju, Gil, Mário Sergio e a revelação, Edinho. Com uma campanha brilhante, o Fluminense se sagrou campeão carioca, além de fazer um grande campeonato brasileiro, perdendo na semifinal para o Internacional que acabou conquistando o título







No Campeonato Carioca de 1975, o Fluminense classificou-se para as finais ao ganhar a Taça Guanabara contra o América com um gol de falta de Rivellino aos 13 minutos do 2º tempo da prorrogação, perante 96.035 pagantes. Os adversários do tricolor na final foram o Botafogo, campeão do segundo turno e o Vasco, campeão do terceiro. No primeiro jogo das finais, o Fluminense venceu o Vasco por 4 a 1 perante 79.764 pagantes, no segundo, o Vasco venceu o Botafogo por 2 a 0 e, no terceiro, com 100.703 pagantes, o Fluminense administrou o resultado, perdendo por 1 a 0, e sagrando-se campeão carioca. A campanha tricolor teve 31 jogos, com 19 vitórias, 6 empates e 6 derrotas, 53 gols a favor e 22 contra. Os artilheiros tricolores neste campeonato foram Manfrini, com 16 gols e Gil e Rivellino, com 11 cada um
Após a conquista da Taça Guanabara, para comemorar a contratação de Paulo César Lima que antes era o grande astro do Olimpique de Marselha, o Fluminense realizou um amistoso contra o forte time do Bayern München, base da Seleção Alemã de Futebol campeã mundial de 1974, que contava em seu elenco com jogadores como Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Gerd Müller, Georg Schwarzenbeck, Kapelmann e a estrela nascente Karl Heinz Rumenigge. O amistoso foi em 10 de Junho, à noite, com 60.137 tricolores pagando ingressos e a administração do estádio tendo que mandar abrir os portões com o jogo já começado, pois não esperava o fluxo de
público que compareceu ao Maracanã, liberando a entrada para milhares de pessoas que não pagaram ingressos. O Fluminense ganhou o jogo por 1 a 0, gol de Gerd Muller contra, resultado que não espelhou a enorme disparidade técnica do Fluminense sobre o seu oponente neste dia.
 
Time da semifinal do brasileiro em 75:
Félix, Toninho, Silveira, Edinho e Marco Antônio; Zé Mário (Carlos Alberto Torres), Paulo César Caju e Rivelino; Gil, Manfrini e Zé Roberto (Cléber). Técnico: Didi.
Time campeão carioca em 17 /08 / 1975
Félix, Toninho, Silveira, Assis e Marco Antônio; Zé Mário, Carlos Alberto "Pintinho" (Cléber) e Rivellino; Cafuringa, Manfrini e Paulo Cézar. Técnico: Carlos Alberto Parreira
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O Carioca de 1975
O campeonato de 1975, contou com a participação de 12 equipes, que jogaram entre si nos 2 primeiros turnos.Para o 3º, classificavam-se as oito equipes com melhor pontuação nos dois primeiros turnos.
O Bonsucesso, Campo Grande, Olaria e São Cristóvão não se classificaram para o último turno.
Francisco Horta, Juiz de Direito, revolucionou o futebol carioca, ao assumir a presidência do Fluminense Football Club. Por seu desempenho a frente do tricolor, foi homenageado na Assembléia Legislativa do Estado e no ano de 1976, recebeu o prêmio "bola de ouro" de melhor dirigente de 1975.
Sua primeira atitude foi contratar o craque Rivellino, junto ao Corinthians.
O jogo de sua apresentação a torcida ocorreu num sábado de Carnaval, com o Maracanã cheio e o Fluminense venceu o antigo clube do jogador, pelo placar de 4 x 1, tendo Rivellino marcado 3 gols. Estava com 28 anos de idade e era considerado um dos maiores jogadores do mundo. Veio para o tricolor não para jogar no meio campo como fazia em São Paulo e sim como ponta de lança, mais próximo do gol adversário.
Ao começar o torneio, nosso velho e conhecido Samarone, defendia as cores do Bonsucesso e o diretor do clube prometia o título. O São Cristóvão, com Fio Maravilha, ex-Flamengo, surpreendeu o rubro-negro, vencendo o clube da Gávea por 3 x 2 de virada, no dia 29 de março, em pleno Maracanã.
O maior estádio do mundo completava 25 anos de sua inauguração.
O tricolor venceu o primeiro turno, Botafogo e Vasco, o segundo e o terceiro, respectivamente.
O Flamengo armara na teoria um grande ataque com Doval, Luisinho e Zico, mas que na prática não deu resultado.
O Fluminense de Horta, que além de Rivellino comprado por Cr$ 3 milhões, trouxe ainda os reforços de Zé Mário, Mário Sérgio e Paulo César Lima, que estava no Olimpique de Marselha, após a conquista do 1º turno - Taça Guanabara -, começou a ser chamado de "máquina".
O jogador Paulo César fez sua estréia num jogo amistoso, no dia 10 de junho de 1975, no Maracanã. Enfrentamos a poderosa equipe do Bayern-Munich, bicampeã européia e com 5 jogadores campeões mundiais, no chamado "jogo do ano", sendo o placar final Flu 1 x 0.
As frases : Vencer ou Vencer" e "Compre que a torcida garante" surgiam nas arquibancadas dos estádios.
O triangular final foi disputado pelos times do Botafogo, Fluminense e Vasco da Gama, vencedores de turnos. O tricolor e o alvinegro somaram o maior número de pontos, mas o Fluminense foi o campeão, pois nas partidas finais, tinha melhor saldo de gols que a equipe de General Severiano.
Nas finais vencemos o Vasco por 4 x 1 e perdemos para o Botafogo por 1 x 0.




Com a derrota do alvinegro para o Vasco por 2 x 0, ficamos com melhor saldo.
A derrota no último jogo não tirou o brilho de nossa conquista, pois já comemorávamos o título

Revista do dia 4 - Manchete

Revista MANCHETE de 20 de Junho de 1970 . Na capa Tostão e Pelé batem bola.