FTT - Futebol de Todos os Tempos

ENTREVISTAS COM EX JOGADORES, TECNICOS, DIRETORES E PESSOAS LIGADAS AO FUTEBOL QUE CONTRIBUIRAM DE ALGUMA FORMA PARA QUE PUDESSEMOS CONHECERMOS UM POUCO MAIS DA HISTORIA DO FUTEBOL BRASILEIRO E MUNDIAL.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Propaganda das camisas BAN TAN

Idolos de milhões de torcedores.......
......campeões tambem na elegancia !



Gilmar - Mazzola - Bellini

Os astros mais queridos do nosso futebol elegeram Ban -Tan Ramenzoni. É uma escolha de elegancia de quem sabe vestir bem. Impecaveis no talho e acabamento, as camisas Ban Tan Ramenzoni oferecem, economia, modernos padrões, modelos originais.
Sim eles usam Ban tan Ramenzoni....máscula distinção esportiva.

Encontros Eternizados - ELIS REGINA & PELÉ



Em 1969, o rei do futebol gravou o compacto “Tabelinha” ao lado de ninguém menos do que Elis Regina. No disquinho a dupla gravou duas músicas, “Vexamão” (nome propício para o desempenho de Pelé) e “Perdão Não Tem”.

Esquadrão Inesquecivel - FLAMENGO 1987

FLAMENGO 1987 - CAMPEÃO BRASILEIRO
Um time muito bem armado pelo competente tecnico Carlinhos. Jogadores que formaram a base no tri campeonato brasileiro em 80-82-83 como Leandro, Andrade e Zico se juntaram a outros experientes como Edinho vindo da Udinese-IT e Renato Gaucho do Grêmio. Se o time possuia jogadores experientes aliou a isto jovens valores como o lateral esquerdo Leonardo e Jorginho com 22 anos na lateral direita.
Bebeto , Ailton, Zinho e Ze Carlos tambem eram jovens jogadores.
A mescla foi muito bem feita pelo tecnico Carlinhos que manteve o estilo cadenciado que caracterizou o tricameponato do Flamengo no inicio dos anos 80.


Leandro, Ze Carlos, Andrade, Edinho, Leonardo e Jorginho
Agachados: Bebeto, Ailton, Renato Gaucho, Zico e Zinho.

Outros Jogadores: Cantareli, Júlio Cesar, Zé Carlos II, Guto, Aldair, Flavio, Airton, Kita, Gerson, Vandick, Alcindo, Henágio, Leandro Silva e Nunes.


Leandro foi peça fundamental no esquema do tecnico Carlinhos.

A SEMIFINAL - A HORA DA VERDADE
Os mineiros eram favoritos e por terem feito melhor campanha, jogavam a segunda partida em casa. O Cruzeiro após segurar um empate no Beira Rio contra o Inter empatou novamente no Mineirçao em 0x0. A partida foi para a prorrogação e o Inter acabou vencendo por 1x0.
Na outra semifinal, o invicto Atlético-MG pegou o Flamengo no Maracanã. Impulsionado pela sua gigantesca torcida, o time rubro-negro venceu por 1 a 0, gol de Bebeto. No Mineirão, os mineiros estavam preocupados com a sina que perseguia o Galo nos Campeonatos Brasileiros. Aconteceria de novo? No início parecia que sim. Com uma grande atuação de Renato Gaúcho e Zico, o time carioca fez 2 a 0. Como jogava pelo empate, o Fla relaxou e permitiu o empate dos mineiros. Quando a torcida se enchia de esperança, Renato Gaúcho, em uma arrancada fenomenal, driblou o goleiro e fez o gol da vitória do Flamengo. Mais uma vez, o Atlético-MG perdia em casa sua classificação. O pior é que o time só perdeu duas vezes na competição, justamente quando não podia.
Mostrava mais uma vez naquele ano que craque o Flamengo faz em casa, um time que contava com Zé Carlos, Leandro, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico, Aldair e Zinho, a grande maioria deles com ótima passagem pela Seleção Brasileira. Era uma máquina de jogar futebol.



Renato Gaucho desequilibrou no Mineirão.
Ele fez um campeonato perfeito, com raça, ousadia e gols.

A FINAL CONTRA O INTER

O Flamengo era o grande favorito da final. Como se não bastasse eliminar o bicho-papão da Copa União, o time vinha embalado e subindo de produção. O Inter estava numa situação inversa. Depois de assegurar a vaga na semifinal com um ótimo primeiro turno, os gaúchos ficaram em penúltimo no segundo. No Beira-Rio, no dia 6 de dezembro, com um público de 62.228 pagantes, o Flamengo saiu na frente com Bebeto, mas o Inter empatou.
No Maracanã, dia 13 de dezembro, a massa rubro-negra lotou para acompanhar o que seria o quarto título rubro-negro, um dilúvio não impediu que mais de 90 mil pagantes vissem um domínio total do Flamengo. Bebeto fez 1 a 0 logo no início do primeiro tempo. O Inter não conseguiu reagir em nenhum momento do jogo. A meta de Zé Carlos nunca foi ameaçada. A defesa com Jorginho, Edinho, Leandro e Leonardo comportou-se maravilhosamente. A festa estava completa. O Flamengo conquista seu quarto título nacional. Última conquista de um título Brasileiro do Flamengo sob o comando do grande Zico.



"Pensei que passaríamos trabalho no segundo tempo", rememorava Zico. "Só que a reação do Inter não nos assustou." Por quê? Porque o time gaúcho não tinha força suficiente - e essa é quase que sua única arma - e também porque o Flamengo não desmentiu Ênio Andrade. O técnico colorado, consciente de que treina um time limitado, elogiava o de Carlinhos pela seriedade com que passou a marcar a partir do segundo turno.
Bebeto, esse era a imagem da emoção - e agora as lágrimas que lhe valheram o apelido de "chorão" tinham razão de ser. "Dedico o gol e o título à Denise, minha mulher", soluçava ele, segurando a calculadora que ganhara de uma rádio como prêmio.
O mesmo fez o garoto Leonardo, que, também em prantos, balbuciava: "Quando eu deixei os juniores e estreei, na abertura da Copa União, a torcida mal sabia o meu nome." O contraste absoluto estava nas palavras do grande Leandro, que até poderiam soar um tanto cruéis. Segundo ele, certos jogadores do Inter sentiram demasiado o berro do Maracanã. "Não vou citar nomes, mas alguns tremeram. Pareciam petrificados", dizia. Não era crueldade. No silencioso vestiário colorado, dois jogadores, Norberto e Luís Carlos, confirmavam essa constatação. "Faltou personalidade a alguns, e nem vou alegar a pouca idade, pois o cara deve ser macho desde guri", desabafava o capitão Luís Carlos.
Não, Zico não foi o mais brilhante. Mas foi o cérebro e olhos. Um capitão. Um indispensável condutor de craques. Aos 34 anos, o herói de sempre.

Zico e Zinho desfilam com a Taça de Campeão Brasileiro

13/12/1987 - Maracanã
Flamengo 1x0 Internacional
Juiz: José de Assis Aragão (SP);
Renda: Cz$ 20.452.800; Público: 91.034;
Gol: Bebeto, 16 do 1o tempo;
CA: Aluísio e Edinho

Flamengo: Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Aílton e Zico (Flávio); Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho. Técnico: Carlinhos

Internacional: Taffarel, Luís Carlos Winck, Aluísio, Nenê e Paulo Roberto (Beto); Norberto, Luís Fernando e Balalo; Hêider (Manu), Amarildo e Brites: Técnico: Ênio Andrade.

Craque da Semana - CARLYLE

CARLYLE UM CRAQUE NO GALO



Natural da cidade mineira de Almenara, Carlyle iniciou carreira em um time amador, de estudantes, o Vinte Reunidos, da Escola de Minas em Ouro Preto, quando ainda era estudante de Metalurgia. Nesta época, sonhava em ser titular do Atlético ou do Fluminense, os dois times que gostava. Seu sonho se realizou depois de formado quando mudou-se para Belo Horizonte. Chegou ao Atlético em 1945, com dezenove anos por onde ficou por três temporadas marcando 62 gols em 80 jogos.



Sem passar por nenhum teste preparatório, compôs logo a linha do ataque alvinegro juntamente com Lucas, Lauro, Alvinho e Nívio. Tornou-se um dos grandes ídolos da torcida atleticana.
Ele foi um dos melhores jogadores do futebol brasileiro em sua época. Com um estilo elegante de dominar a bola, com chute certeiro, dribles desconcertantes e gols espetaculares.



Atletico Campeão Mineiro 1947 - Félix Magno(Técnico), Mexicano, Zé do Monte, Afonso Silva, Kafunga, Carango e Murilo Silva. Agachados: Lucas Miranda, Carlyle, Lauro, Lero e Nívio.

Foi primeiro a vestir a camisa da Seleção Brasileira como jogador do Atlético, em 1948.
Um momento marcante da carreira de Carlyle pelo Atlético-MG foi em um clássico contra o América. Após marcar o quarto gol do time em uma goleada, ele pegou a bola dentro do gol, levou-a até o meio-campo e sentou-se em cima para provocar os adversários. Acabou expulso por atitude anti-seportiva após uma confusão em campo.
Foi campeão mineiro em 1947 ao lado de grandes idolos do clube como Kafunga e Zé do Monte.
Em 1947, o Galo foi ao Rio de Janeiro fazer um amistoso contra o América carioca. No jogo Carlyle foi o grande destaque marcando os três gols da vitoria Atleticana por 3x1. A sua excelente atuação foi o passaporte para o rico futebol carioca e Seleção Brasileira

CARLYLE É CONVOCADO PARA A SELEÇÃO BRASILEIRA

Carlyle na seleção
O atacante foi convocado por Flávio Costa e substituiu Friaça na partida contra o Uruguai, válida pela Copa Rio Branco, no Estádio Centenário, em Montevidéu. O jogador atleticano marcou o segundo gol brasileiro, que acabou perdendo por 4 a 2. No mesmo ano, Carlyle ficou famoso ao marcar três gols em um amistoso no goleiro Barbosa, do Vasco, e acabar com uma invencibilidade de 15 jogos do camisa 1.
Pela Seleção, disputou o campeonato Sul-Americano no Uruguai. Não consquistaram o título, mas Carlyle foi um dos artilheiros do campeonato. Ficou famoso por fazer gols inesquecíveis.

CAMPEÃO E ARTILHEIRO NO FLUMINENSE
Em 1950 se trasferiu para o Fluminense. Fez belas apresentações e se tornou o artilheiro do Campeonato Carioca de 1951, com 23 gols, formando um ataque com Santo Cristo, Didi, Orlando e Rodrigues.


Acima um dos grandes ataques que compos no tricolor;
Telê Santana, Orlando Pingo de Ouro, Carlyle, Didi e Joel


Fluminense Campeão Carioca 1951 - Pé de Valsa, Edson, Jaiminho, Castilho, Pinheiro e Lafaete.
Agachados: Tele , Joel , Carlyle, Orlando

Já totalmente adaptado no Rio de Janeiro foi convocado para seleção carioca que inaugurou oficialmente o Maracanã, em partida contra a seleção paulista. Carlyle por pouco não foi o primeiro a marcar no grande estádio do Marcanã ao chutar uma bola na trave logo no início do jogo. Momentos mais tarde, participou da jogada em que Didi marcou o primeiro gol do maior estádio do mundo na época. Suas grandes atuações lhe valeram outra convocação para a Seleção Brasileira para disputar a Copa do Mundo de 1950. Porém, acabou sendo cortado, depois de uma discussão que teve com Pais Barreto, o médico da Seleção. Em 53, Carlyle trasfeiu para o Santos, no ano seguinte foi para o Palmeiras e em 55 voltou ao Rio defender o Botafogo onde dois anos mais tarde encerrou a carreira.
Mas em 1952 foi substituído por Marinho. Resolveu então ir jogar no Botafogo.


CARLYLE AGORA É DO BOTAFOGO


Tomou então o rumo do Alvinegro, atuando nas temporadas de 1953 e 1954, chegando a formar um quinteto ofensivo com Garrincha, Geninho, Carlyle, Dino da Costa e Vinícius.



Em pé: Gérson dos Santos, Gilson, Nilton Santos, Danilo Alvim, Ruarinho e Orlando Maia. Agachados: Mané Garrincha, Dino da Costa, Carlyle, Paulinho e Vinicius

TEMPERAMENTAL E VAIDOSO

Mas Carlyle era temperamental, julgava-se, digamos assim, uma segunda edição de Heleno de Freitas (1920-1959), mineiro como ele, e criou casos não apenas em Álvaro Chaves como em General Severiano. Mas parece que sentia-se mal pelo fato de que sua orelha esquerda era atrofiada e só admitia ser fotografado de perfil.



No início de 1954, a revista Manchete o escolheu para ser o primeiro jogador a posar com o novo uniforme canarinho da Seleção Brasileira (foto, com Borjalo no destaque), após um concurso lançado pelo Correio da Manhã e ganho por um gaúcho. E Carlyle, belo porte, feições e corpo de atleta, não fez por menos: posou de perfil, escondendo a orelha que hoje, com a moda dos cabelos grandes, não lhe provocaria um complexo tão grande.

A vida pessoal de Carlyle é um capítulo a parte. Dono de um belo patrimônio fazia questão de ostentar sua riqueza. Adorava ser o centro das atenções. Dizem que foi o primeiro Atleta profissional em MG a possuir um automóvel, um belo conversível chevrolet, que causava inveja e admiração por onde passava. Era também "boa pinta" fazia um enorme sucesso com as mulheres. Quando jogou no Atlético além de ser o artilheiro foi também o "Rei da Noite" Belo-horizontina. A fama de boêmio só pode ser comparada a de Paulo Valentim, que nos anos 50´s se envolveu com a famosa prostituta Hilda Furação. Dono de um temperamento explosivo se envolveu em várias brigas. Quando jogava no Botafogo, se desentedeu com Zezé Moreira em um restaurante na cidade de Aracaju-SE. Houve uma violenta troca de garrafadas e foi afastado da equipe. De volta ao Rio, fez uma carta a diretoria do Botafogo, explicando os fatOs, e um grande amigo seu, por considerá-la muito violenta, pediu permissão para modificá-la em alguns aspectos. A carta foi publicada nos jornais da época e teve grande repercussão. O amigo que fizera as modificações era Armando Nogueira.
 
Títulos: Campeão Mineiro pelo Atlético em 1947, 1949 e 1950; Campeão carioca pelo Fluminense em 1951

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Revista do Dia - ESPORTE ILUSTRADO 1949


O ESPORTE ILUSTRADO DE 15.12.1949 trazia com destaque uma grande materia sobre a trasnferencia do idolo Tesourinha do Inter para o Vasco da Gama.
Um vencedor no Rio Grande, Tesourinha fez parte do chamado "Rolo Compresor" do Colorado, vencendo os campeonatos gauchos de 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947 e 1948.
Foi campeão da Copa America com a seleção brasileira em 1949 e se transferiu então para o clube carioca.

Encontros eternizados - TOSTÃO, PIAZZA E REZA PAHLEVI

Piazza, o Principe Reza Pahlevi do Irã e Tostão.
O Encontro aconteceu em 1971 após a conquista da copa do Mundo no México em 1970.
O Xá Reza Pahlevi que sempre quiz ter um filho homem e pelo fato de sua primeira esposa a princesa Fawzia filha do Rei Fuad do Egito não poder ter lhe dado este tão desejado filho ele se separou e casou-se novamente. Desta vez com Soraya Esfandiari. O segunso casamento tambem terminou pelo mesmo motivo: a Rainha não conseguiu lhe dar um filho homem.
Até que no seu terceiro casamento com a imperatriz Farah Diba ela consegue lhe dar o tão sonhado e querido filho.
Nasce então Reza Cyrus Pahlevi.
Para satisfazer a vontade e dar alegria ao seu filho ele aproveita a excursão do Cruzeiro a Asia e pede que os dois tricampeões mundias Piazza e Tostão que compareçam a uma sala reservada no estadio para o encontro dos tres.



Abaixo foto oficial da coroação em 1967: Princesa Ashraf, Princesa Shahnaz, o Xá, Princesa Farahnaz e Príncipe Reza, Rainha Farah e Princesa Shams.


Esquadrão Inesquecivel - ATLETICO 1971

Mesmo com a base do time campeão estadual no ano anterior, o Atlético entrou para a disputa do primeiro Campeonato Brasileiro, em 1971, sem ser considerado favorito. As maiores apostas eram o Santos de Pelé, o Botafogo de Jairzinho, o Corinthians de Rivellino, o Palmeiras de Ademir da Guia, o Cruzeio de Tostão e o São Paulo de Gérson. Mas quem acabou conquistando a primeira competição mais importante do País foi o Galo, com um time aguerrido, sem nenhuma estrela, comandado por um técnico que começava a escrever o seu nome na história do futebol brasileiro: Telê Santana.


Na primeira fase, o Atlético terminou em segundo lugar no Grupo B, atrás apenas do Grêmio. Nem as contusões do ponta-esquerda Tião e do ponta de lança Lôla, principal armador do time, prejudicaram o rendimento da equipe. Na segunda fase, o Galo caiu novamente no Grupo B, ao lado do Santos, de Pelé, Internacional e Vasco. Os quatro times jogavam em turno e returno e apenas o vencedor da chave garantiria vaga para o triangular final, que apontaria o primeiro campeão brasileiro. O Alvinegro estreou vencendo o Vasco por 2 a 1, no Mineirão. Na rodada seguinte, foi derrotado pelo Santos no Morumbi pelo mesmo placar. Apesar da derrota em São Paulo, o time não se abateu e foi a Porto Alegre, onde goleou o Internacional por 4 a 1, em pleno Beira-Rio.





Na estréia do returno, o Atlético venceu o Santos por 2 a 0, com dois gols do lateral-esquerdo Odair. O empate na seqüência, com o Vasco, por 1 a 1, no Maracanã, deixou o Galo bem perto da classificação. A equipe alvinegra poderia perder para o Internacional, na última rodada, por até três gols de diferença que seguiria na competição. A derrota por 1 a 0 para os gaúchos foi insuficiente para eliminar os mineiros, que entraram no triangular final do primeiro Campeonato Brasileiro ao lado de Botafogo e São Paulo.O Galo estreou contra o São Paulo, no Mineirão, e fez o seu dever de casa, ao vencer por 1 a 0, com gol do capitão Oldair, de falta. O tricolor paulista se reabilitou e venceu o Botafogo por 4 a 1, no Morumbi. No dia 19 de dezembro, o Atlético enfrentava o Botafogo no Maracanã precisando de um empate para conquistar o primeiro título brasileiro. A torcida atleticana compareceu em grande número ao maior estádio do mundo. Mais de 150 ônibus deixaram Belo Horizonte com destino ao Rio. Milhares de carros partiram de todo o estado e ainda foram fretados vários aviões para a capital carioca. Pelos cálculos, 20 mil atleticanos estiveram no Marcanã. E para a alegria da massa, aos 18 minutos do segundo tempo, Dario aproveitou um belo cruzamento de Humberto Ramos e cabeceou para o fundo do gol, dando ao Atlético o título do primeiro Campeonato Brasileiro.


A brilhante campanha

27 jogos: 12 vitórias, 10 empates e 5 derrotas
39 gols a favor, 22 gols contra
Todos os jogos do Atlético:

08 de agosto - Mineirão - Atlético 1 x 1 América-MG - Gol: Dário
15 de agosto - Olímpico - Grêmio 1 x 1 Atlético - Gol: Lola
21 de agosto - Maracanã - Flamengo 1 x 0 Atlético - Gol: Lola
25 de agosto - Mineirão - Atlético 4 x 0 Bahia - Gol: Oldair, Lola (2) e Dário
28 de agosto - Ilha do Retiro - Sport 1 x 1 Atlético - Gol: Vanderlei
01 de setembro - Mineirão - Atlético 2 x 0 São Paulo - Gols: Dario (2)
05 de setembro - Mineirão - Atlético 2 x 1 Santos - Gols: Dario (2)
08 de setembro - Maracanã - América-RJ 2 x 0 Atlético
12 de setembro - Mineirão - Atlético 2 x 2 Botafogo - Gols: Dario (2)
19 de setembro - Presidente Vargas - Ceará 0 x 2 Atlético - Gols: Dario e Oldair
22 de setembro - Parque Antártica - Corinthians 0 x 0 Atlético
25 de setembro - Mineirão - Atlético 2 x 2 Santa Cruz - Gols: Romeu e Humberto Ramo
03 de outubro - Belfort Duart - Coritiba 1 x 0 Atlético
10 de outubro - Mineirão - Atlético 1 x 1 Cruzeiro - Gol: Oldair
16 de outubro - Maracanã - Fluminense 2 x 0 Atlético
23 de outubro - Mineirão - Atlético 5 x 1 Portuguesa - Gols: Ronaldo, Dario, Romeu (2) Spencer
31 de outubro - Mineirão - Atlético 3 x 1 Internacional - Gols: Dario e Pedrilho
6 de novembro - Maracanã - Vasco 0 x 0 Atlético
14 de novembro - Mineirão - Atlético 0 x 0 Palmeiras
21 de novembro - Mineirão - Atlético 2 x 1 Vasco - Gols: Ronaldo e Humberto Ramos
25 de novembro - Pacaembu - Santos 1 x 2 Atlético - Gol: Ronaldo
28 de novembro - Beira-Rio - Internacional 1 x 4 Atlético - Gols: Dario (2), Oldair e Ronaldo
1 de dezembro - Mineirão - Atlético 2 x 0 Santos - Gols: Oldair (2)
4 de dezembro - Maracanã - Vasco 1 x 1 Atlético - Gol: Zé Maria
9 de dezembro - Mineirão - Atlético 0 x 1 Internacional
12 de dezembro - Mineirão - Atlético 1 x 0 São Paulo - Gol: Oldair
19 de dezembro - Maracanã - Botafogo 0 x 1 Atlético - Gol: Dario

A Decisão - Triangular Final
Campeão: Clube Atlético Mineiro
Vice campeão: São Paulo pelo critério do saldo de gols.
O campeonato foi decidido através de um triangular.

12.dezembro.1971 – Mineirão – Atlético Mineiro 1 x 0 São Paulo





Times perfilados ouvindo o hino nacional antes da partida

Gol de Oldair

Oldair e Humberto Monteiro comemoram o gol

Juiz: Armando Marques

Atlético Mineiro: Renato. Humberto Monteiro. Grapete. Vantuir. Oldair. Vanderlei. Humberto Ramos. Ronaldo. Dario. Beto (Spencer) e Romeu (Tião).

São Paulo: Sérgio. Forlan. Samuel. Arlindo. Gilberto. Teodoro. Edson (Everaldo). Gerson. Terto. Toninho e Paraná.


Lance do jogo Atletico x São Paulo no Mineirão. Sergio Valentim
e Arlindo torcem para a bola de Ronaldo não entrar.


15.dezembro.1971 – Morumbi – São Paulo 4 x 1 Botafogo

Gols de Terto (2). Toninho e Forlan (São Paulo). Nei (Botafogo)
Juiz: Armando Marques

São Paulo: Sérgio. Forlan. Samuel. Arlindo. Gilberto. Teodoro. Gerson. Terto. Everaldo (Paulo). Toninho (Edson) e Paraná.

Botafogo: Ubirajara. Paulo Cesar. Djalma Dias. Nei Conceição. Waltencir. Carlos Roberto. Marco Antonio (Tuca). Nei Oliveira. Jairzinho. Roberto (Zequinha) e Careca.

17.dezembro.1971 – Maracanã – Atlético Mineiro 1 x 0 Botafogo


Gol de Dario

Juiz: Armando Marques
Expulsos: Mura e Carlos Roberto (Botafogo)
Renda: CR$ 294.420,00Publico: 46.458 pagantes
Atlético: Renato. Humberto. Grapete. Vantuir e Oldair. Vanderlei e Humberto Ramos. Ronaldo. Lola. (Spencer). Dario e Tião.Técnico: Tele Santana
Botafogo: Wendell. Mura. Djalma Dias. Queirós e Valtencir. Carlos Roberto. Marco Aurélio(Didinho) e Careca (Tuca). Zequinha. Jairzinho e Nei Oliveira.Técnico: Paraguaio